2017 já era. E vai tarde. ainda que mal tenha começado – os efeitos do desastrado 2016 ainda reverberarão por gerações -. Se mal começou, começou mal: Trump e suas bravatas afetadas na Casa Branca; Dória a desfilar fantasias nos dias em que esteve na capital que deveria governar… Não poderia dar certo.

“Despacito”, de Luis Fonsi, foi o grande hit de um ano que viu reluzir, no Brasil, o brilho de Anita. “13 Reasons Why” levou o suicídio juvenil pra sala de estar de famílias que preferiam ignorar as agruras dos mais novos. No cinema, refilmagens – “remakes” – como “It” deixam a dúvida: será que tudo já foi feito, e só nos resta a auto-paródia?

Destaques positivos para o empoderamento feminino e os escândalos de assédio sexual trazidos a público por mulheres corajosas da indústria do entretenimento; a visibilidade alcançada pela comunidade LGBTQ, com o sucesso da cantora Pabllo Vittar; e o nascimento do site Atroz, voz dissonante em um universo virtual dominado pelo que os norte-americanos chamam de “alt-right”.

2017 já era. Que venha o novo!

E o que esperar de 2018?

Além da Copa da Rússia, o ano que se avizinha traz a chance de trocarmos todo o Congresso Nacional, dominado hoje por Jucás, Maias, Malafaias e assemelhados. Em política, o melhor detergente é o voto, então, façamos a faxina! Teremos, importante, a chance de eleger x novx presidentx, alguém legitimadx pelo voto popular e compromissadx com o povo, não um vassalx do tal “mercado”. E que venha o novo!

O Atroz deseja a (quase) todos uma bela virada de ano e o melhor 2018 que possamos construir juntos. Nos vemos de volta no dia 8 de janeiro.

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