Acabou a festa. E o país que criminaliza exposições de arte com nudez assistiu, sem constrangimento algum, ao desfile de tapas-sexo nas avenidas do samba espalhadas por aí. Que fique claro: a crítica é dirigida a opressão, não à liberdade expressa nos corpos nus.

Em São Paulo, deu Tatuapé bicampeã. Já cantava um antigo samba-enredo, “zona leste somos nós”. E, no Rio de Janeiro, independentemente da escolhida pelo juri, a Paraíso do Tuiuti é a grande vencedora.

Corajosa, a escola de samba de São Cristóvão fez desfilar no Sambódromo uma legião de “manifestoches”, devidamente fantasiados de camisas amarelas e a bater panelas abraçados ao pato da Fiesp.

Carnaval é isso aí: escárnio, subversão, sátira, paródia. Como a imagem que encerra esse pequeno texto, em que Temer – o pequeno – é retratado como um “Vampiro Neoliberalista”:

E que comece, enfim, 2018.

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