Piorado, sem dúvida: os adesivos de mamilos, hit do carnaval entre as eternas aspirantes a atriz/modelo/apresentadora, dará lugar ao desfile de fardas e armas de grosso calibre empunhadas pelas Forças Armadas.

Temer, cada vez mais diminuto, decretou “intervenção federal” na Cidade Maravilhosa – respirem, militantes do atraso: é Federal, não Militar -. Daí que, agora, a segurança pública do Rio será responsabilidade de soldados treinados pra guerra.

Afora a violência cotidiana que assusta cariocas e fluminenses, a presença das Forças Armadas nas ruas, em tempos de ataques sistemáticos à democracia, faz lembrar de “outros carnavais”, tempos sombrios em que o escriba desse texto seria visitado nessa madrugada por um nobre defensor da pátria em sua cruzada contra a subversão.

Vale lembrar que esse é ano de eleições. Ano de eleger um Presidente da República que não seja teleguiado pelo tal “mercado” e de renovar um Congresso que não representa nada ou ninguém, além de si mesmo. Democracia não se sustenta com o medo, arma típica de tiranos, mas com liberdade, otimismo e alegria. E o exército nas ruas, para quem viveu a ditadura militar e/ou estudou história, é sinônimo de repressão, falta de liberdade e chumbo grosso.

Em 2002, “a esperança venceu o medo”. Que nesse 2018, sejamos ainda mais fortes – e gozadores, como o tuiteiro @comunacritico – para enfrentar os “profetas dos apocalipses” fiscal, econômico, social, e afins:

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